Universo meu...

Depois da dor
Do dissabor
Do viver
Caminho pela areia
No mesmo ritmo é o sangue em minhas veias
Do sonho de mundo e de amor
Sem mais sorrir da bela cor
A noite reina sob minha mente
Sem nenhuma estrela cadente
Sem mais os barcos com suas luzes andantes
Que enlaçavam meu corpo adiante
Do ser querido, amigo, inimigo
Na areia pálida caminho
Doando minhas contas de liquido vidro
Sem rumo ou direção
E as vontades onde iram
Para o dia que raia
Do sol vermelho encontrará
Então, motivo de parar
E contemplar
O universo se misturar
Em si, em mim e mais ninguém.
Coração, dádiva
Sorriso da morte
Sonho partido
O olho faminto
Do tom da chuva
Quebrar o silêncio
Nua resolução
Causa da dor e da aflição
Angustia inquietante
Do eu prestante
Sorrir maquiavélico
Angélica fala
Sem cor nem viço
Forte emoção negra
Dos vis caminhos
Em mérito a justiça
Sempre chora
A pobre menina
No embalar
Os corpos dançam
Ao som da voz, sussurro...
A pele na pele
Mundos, mentes disparados na canção
Tente não dançar?
Mas eles se balançam
À luz ao escuro
Em ritmo
No enrolar dos dedos
No unir dos lábios
Ardentes...
Diferentes...
Olhos iguais.
Aos olhos.
Desilusão.

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