Thursday, August 24, 2006

Menina feia!


Estrada & Trilhos do trem

A caminhar por esta estrada.
Esta mesma estrada com apenas um fim.
Ao longe avistei, nos trilhos do trem.
A caminhar também, um homem...
Não somente um homem.
Metade isso e metade espantalho.
Não sei se estava triste.
Ao longe pareceu-me sorrir.
Ou chorava... Mas até chegar já secará todas as lagrimas.
Ora minha estrada levava aos trilhos do trem.
Ora tão longe que nem sua sombra podia ver.
Quando queimava seus pés de homem nos trilhos de ferro.
Cortava caminho, e não o via mais.
E como mágica surgia depois o espantalho.
Junto a poeira prateada das ilusões.
Cantava uma musica alegre.
E de mim roubava suspiros e sorrisos.
Minha estrada junto aos trilhos do trem.
Ate quando não sei.
Por onde andamos só há mistérios.
Mil segredos a serem descobertos.
Sob sol e a lua.
Queira-nos sempre o tempo bem.
Até quando, jamais saberei...


A Bruxa

Não há musica nas minhas palavras.
Elas saem sofridas, tão doloridas.
Involuntárias não se controlam diante a vida.
Quebram a harmonia do perfeito.
Distorcem a beleza ao meu redor.
Afogo-me em mentiras vaidosas.
E procuro ser, fingir ser fada.
Mas sou gouche e apenas bruxa posso ser.
E sem musica a bruxa vive.
Do som opaco de sua voz feia.
Eu descanto todos cantos.
Das cantigas doces ao meu redor.

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